Historias curiosas do xadres

Posted on 22 de Abril de 2010

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gravura

A gravura mais antiga – Remonta a 3300 a.C, retirada do sarcófago do faraó Tutankámon e mostra mulheres egípcias jogando um jogo de tabuleiro.

Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados.

A época áurea do xadrez – Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática.

Índios enxadristas –Edward Lasker escreve: “O escritor portugûes do século XVIII, De Barros registra o seguinte fato: Diego López, comandante da primeira expedição portuguesa, ao chegar diante de Málaca em 1509, estava jogando xadrez com um dos seus homens, quando um índio da tribo dos Bataks subiu a bordo. Este reconheceu imediatamente o jogo e discutiu com López a forma das peças de xadrez usadas na sua tribo”!
“ Idêntica constatação foi feita por um curador da Universidade de São Petersburgo, que foi ao norte da Sibéria, em 1895, realizar estudos etnológicos e verificou que todas as tribos – Samoyedes, Tungusianas, Yakuts – tinham entusiásticos jogadores de xadrez. Escreveu ele: “uma partida dura horas e muitas vezes não termina senão no dia seguinte. A excitação, não raro, leva os jogadores a aumentarem as suas apostas ao ponto de a derrota no jogo envolver a ruína absoluta do vencido. Para começar, apostam-se as renas; depois os cães; depois as roupas; em seguida, todos os bens de um homem; e no final, até mesmo as mulheres são apostadas…”

O invencível -Napoleão Bonaparte nunca perdeu uma partida de xadrez acrescente-se que os generais e cortesãos tinham medo de ofender a sua vaidade, ganhando dele e mesmo os mais temerários quedavam-se estupefatos quando o “grande” corso mudava as regras do xadrez, em pleno jogo, a seu bel-prazer; apenas ele podia fazer tais modificações.

A proibição do xadrez pela Igreja Católica – Através de uma carta escrita em 1061 por Petrus Damiani, cardeal-bispo de Óstia, ao papa eleito Alexandre II, ficamos sabendo que “a loucura do xadrez” era considerada como uma das “vergonhosas frivolidades” proibidas pelo clero.

A proibição do xadrez pelo aiatolá Khomeini – “O jogo de xadrez é contrário à lei islâmica, declarou o imã Khomeini ao governador da província de Teerã, a 18 de dezembro de 1979. Por que? Porque “o xadrez torna o homem mau”, “destrói o pensamento” e, “quando se joga muito, provoca desequilíbrio mental”. Além disso, “o xadrez estimula o ódio e a agressividade ao adversário”. “Quem insistir em jogar xadrez, deve ter os pulsos cortados”!

O campeão de maior culturaEmanuel Lasker, campeão mundial durante 27 anos, doutor em Filosofia, Matemática e Física. Ele argumentou que a teoria de seu amigo Einstein, não seria provada enquanto continuasse impossível demonstrar que a velocidade da luz no vácuo é infinita(ele estava errado). Einstein escreveu um prefácio de um livro seu. Lasker escreveu peças de teatro, projetou reformas sociais em The community of future e, durante a primeira guerra mundial, inventou um tanque. Fez parte da equipe olímpica alemã de bridge. Ele foi forçado a adotar o xadrez como meio de vida depois que constatou que as cátedras das universidades alemãs lhe eram vedadas pelo fato de ser judeu.

A resposta mais contundente – No campeonato brasileiro de 1965, Mequinho , então com 13 anos, jogava contra Olício Gadia precisando apenas do empate para ser campeão. A partida foi suspensa na última rodada. Gadia vislumbrou uma possibilidade de empate de conveniência e fez a sugestão: “Proponho o empate.” Mequinho: “E eu proponho o abandono!”.

As decisões mais conservadoras – O GM norte-americano Tarjan, abandonou o xadrez para se tornar bibliotecário. Júlio Granda Zuñinga, campeão nacional aos 6 anos de idade, posteriormente abandonou o xadrez e voltou para sua terra, para trabalhar como camponês.

A melhor justificativa para o enxadrista conquistense, Orlando Damasceno – De acordo com o Tratado de Xadrez de 1512, de Damiano, publicado em latim, a melhor resposta para 1-e-4 é 1…c-6!

Quem são os gênios? Na história do xadrez há três gênios: Fischer, Capablanca e Tahl” (Miguel Najdorf).

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